Nome: Ernesto CavicchioliFiliação: Pietro Cavicchioli e Irma Cavicchioli
Data de nascimento: 9 de Janeiro de 1922
Local de Nascimento: Castagnetoli - Itália
Primeira missa: Cidade de Castagnetoli
Primeira missão: França, cuidar de pobres nos cortiços de París
Em 1952 recebeu outra missão: Vir para o Brasil para trabalhar na Amazônia
Chegando ao Brasil sua missão é modificada: O Conselho Nacional de Bispos do Brasil (CNBB) informa que a diocese de Guaxupé está com falta de sacerdotes e o então bispo diocesano Dom Inácio, convoca o Padre Ernesto para assumir sua vocação no no distrito de Itaú de Minas.
Posse na Paróquia de Santa Terezinha do Menino Jesus:
27 de setembro de 1953
Alguma obras:
* Escola Engenheiro Jorge Oliva
* Escola Dom Inácio
* Obras Sociais São Domingos Sávio
* Clube de mães Santa Terezinha
* Biblioteca
* Escola de datilografia
* Indústria de confecções de uniformes industriais
* Associação Pró-Gestantes
* Centro de Habilitação de Menores - CHAME
* Centro de catequese
* Capela Morro do Níquel
* Igreja Sagrada Fam´lia
* Manutenção do Lar São Vicente de Paulo
* Providênciou a vinda das "Irmâzinhas do Sagrado Coração de Jesus"
* Deu início ao processo de emancipação política do distrito de Itaú
Sua preocupação com o futuro dos jovens, com a capacitação e educação das pessoas ficou registrado nas suas obras e nestas anotações de próprio punho:
Pela intensa vida de trabalho, oração, humildade e dedicação, em 1992 recebeu o título de Monsenhor. Recebeu também a Honorificiência Pontíficia de Capelão do Papa, título outorgado por João Paulo II.
No dia 24 de outubro de 1995, Monsenhor Ernesto Cavicchioli cumpre mais uma vez seu voto de obediência.: Atendendo Aquele que o chamou, ungiu e escolheu., volta pra casa do Pai.
Festa no céu, tristeza para os itauenses.
Assim narra Paulo Tadeu Barbosa:
Era pouco mais da 10h da manhã do dia 24 de Outubro de 1995. Os itauenses emudeceram. Incrivelmente, os alunos de todos os níveis, de todas as idades, mesmo os do primário, que normalmente saem da escola com entusiasmo e euforia contagiantes, saíam com as pastas jogadas no ombro, movimentando a cabeça para esquerda e para a direita, emudecidos, num gesto que parecia dizer - Não é possível, não acredito, não pode ser verdade - um olhava para o outro e, com os olhos inundados em lágrimas, repetia em baixo tom, quase sem voz, sem vontade de pronunciar: "O Monsenhor Ernesto morreu!"
O comércio e as empresas, de forma natural e espontânea, sem decreto, foram descendo suas portas e o luto foi contagiando e tomando conta do ar, do clima, do povo e da cidade. As empresas que atrasaram um pouco para dispensar os seus funcionários, a dor e a emoção fez com eles mesmos se dispensassem. Descobrimos que o amor é universal, pois a dor era geral, independia de classe social, raça ou nível econômico. Doía e desesperava a todos- as lágrimas eram todas iguais.
A revista "Monsenhor Ernesto, uma história de amor sem limites", mostra a repercussão de sua morte na mídia:
Uma oportunidade para matar as saudades:
Veja e ouça o Monsenhor pregando, profetizando sobre Itaú, no lazer com amigos. Se emocione com depoimentos de amigos queridos que conviveram com ele:.
.No canal do Jelles Ribeiro, veja o vídeo original, com melhor qualidade:
Veja, na íntegra a revista de
Paulo Tadeu Barbosa
Maria Aparecida Barbosa
e Jelles Ribeiro: